A luta contra a fome e a pobreza e a promoção do desenvolvimento rural ocupa um lugar destacado na participação de Portugal nas organizações multilaterais de alimentação e agricultura, desde logo na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), bem como no Programa Alimentar Mundial (PAM), no plano da ajuda alimentar de emergência, e nas Instituições Financeiras internacionais e em particular no Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (FIDA), no plano do desenvolvimento rural. Portugal apoiou também a autonomização do Comité de Segurança Alimentar Mundial (CFS), fórum inclusivo muito relevante para a governação política global para garantir a segurança alimentar e nutricional para todos.

Quer no quadro da coordenação no seio da União Europeia, quer no contexto das capacidades nacionais, Portugal tem participação ativa na procura de soluções comuns e universalmente aceites em resposta às questões globais das cadeias agroalimentares. Representam marcos da atuação a resposta à crise alimentar de 2007-2008, o estabelecimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável em 2015, a resposta aos desafios colocados pela pandemia de COVID-19 e às suas consequências no aumento da insegurança alimentar e da desnutrição que se veio a verificar desde 2020, situação de cuja recuperação a guerra de agressão à Ucrânia veio ameaçar, ao introduzir excessiva volatilidade nos preços das mercadorias alimentares, dos fertilizantes e da energia.

Nas várias instituições em que participa, Portugal promove a necessária transformação sustentável dos sistemas alimentares, de modo a que possam garantir a alimentação adequada a nível global, com responsabilidade social para com os que produzem alimentos (agricultores, pescadores, pastores, em particular os grupos mais frágeis) e para os que os consomem, bem como no respeito pelos limites do planeta, a conservação da biodiversidade e a luta contra as alterações climáticas.

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